abril 2008


Fotos: Ricardo Koctus

Para quem quer mais detalhes, são estes os músicos que me acompanham na turnê:

John Ulhoa-agora-em-versão-Paracatu-Texas

Mariá Portugal-espetáculo-de-som-e-imagem

Lulu Camargo-velejador-com-especialização-na-Berklee

Thiago Braga-o-maior-fã-de-Silvio-Santos-que-conheço

Em meio a tantas correrias, nada como boas companhias! Assim como toda a equipe técnica que tem o mesmo perfil nosso. Não é por acaso que estão trabalhando com a gente. Além da qualidade profissional, é preciso sintonia pessoal.

Este mês cantei com Leila Pinheiro e Roberto Menescal no espetáculo Agarradinhos, participei de dois shows Bossa Sempre Nova (Recife e Belo Horizonte) com Carlinhos Lyra, Leny Andrade, Emílio Santiago e um time de craques comandados pelo pianista Fernando Merlino. Foram espetáculos muito bonitos com o público prestigiando em peso.

Fiz algumas noites de autógrafos muito legais. Destaque para Campinas e Curitiba, a mais lotada de todas até agora. Fiquei de 19:30 às 22:30 conversando, tirando fotos, autografando discos, livro… muito bom!

Ganhei medalha, medalha, medalha! Em Ouro Preto fui condecorada com a Medalha de Honra da Inconfidência pela minha carreira. Levei toda a família junto, claro.

Agora vem uma semana furacão 2008! Vejam na agenda…

Resolvi reunir aqui no site minha agenda solo com a do Pato Fu porque eu mesma já estava fazendo confusão sobre onde deveria estar…

Ah! Em junho estaremos em Portugal, eu e John, para cantar com os Clã no Rock In Rio Lisboa!

: )

Fotos: Patrícia Tavares e Mariá Portugal

Queria registrar aqui a alegria imensa que foi me encontrar pela primeira vez com a dona de uma das vozes mais lindas da música brasileira: Rosa Passos. Depois de mais de uma década em perseguição a algum de seus shows – sempre que ela cantava onde eu estava, tinha show meu também – consegui vê-la no teatro da FECAP em São Paulo no comecinho de março. Pouquíssimo tempo depois nos encontramos no meu show no Espaço Brasil Telecom em Brasília. Eu tinha escrito um texto que foi publicado no Estado de Minas e no Correio Braziliense que peço licença aos editores para reproduzir aqui pois vem muito ao caso…
Ela me deu a honra de sua presença num dos shows de minha turnê e ainda foi lá me abraçar depois.
Obrigada, Rosa.

Aí vai:

SEGUINDO OS PASSOS DE UMA ROSA

Eu não me lembro exatamente quando foi mas devia ser lá pelo início dos anos 90. Eu estava ouvindo uma rádio que só toca música mais calminha quando uma voz muito aconchegante me fez parar de enxugar os pratos e me sentar à mesa. Ansiosamente esperei mais duas músicas acabarem pra poder saber quem tinha cantado de modo tão delicioso. Fiquei desapontada quando o comercial entrou direto e fiquei sem saber o nome da intérprete. Procurei o número da rádio na lista telefônica mas não consegui obter a informação que queria.

Um tempo se passou e um dia eu estava com minha banda numa visita de divulgação à mesma rádio em que tinha ouvido a voz misteriosa. Aproveitei e perguntei ao programador quem poderia ter sido. “Era uma voz assim, calma, jovem, muito boa de se ouvir. A música não era conhecida…” – tentei explicar ao moço. “Uai, pode ser um tanto de coisa…”. De cara eu disse: “um monte não, porque não se ouve uma voz boa assim a toda hora”. “Sinceramente… não sei”, ele falou me deixando mais uma vez sem pistas.

Naquele tempo não havia ainda internet. Tinha que procurar na unha mesmo. Fui a uma loja de discos que começava a vender exclusivamente CDs, formato revolucionário que hoje vê todo mundo discutindo se ele prefere ser cremado ou enterrado… Fiquei por um bom tempo na seção de cantoras. Até que um vendedor me mostrou os lançamentos de MPB mais bacanas da época e lá estava ela: Rosa Passos. Comprei e adorei! Desde então fiquei sempre atenta à ela. Comprei outros discos, vi Rosa se apresentando no Bem Brasil da TV Cultura e o que mais me dava desespero: sempre que tinha show dela em nosso país (ela tem uma carreira de grande sucesso no exterior), eu mesma tinha algum compromisso profissional.

Depois de mais de uma década sem conseguir vê-la ao vivo, finalmente numa rara noite de folga em São Paulo, depois de gravar um programa de TV, fui correndo para um teatro simpático no bairro da Liberdade e lá estava ela. Rosa fazia uma temporada dedicada à Elis Regina e eu consegui ver uma das últimas apresentações. Como fã que sou, na possibilidade de encontrá-la, levei os encartes de meus discos preferidos pra ela autografar. Sentei-me na platéia num lugar muito bom e já estava feliz em presenciar uma artista tão bela, em plena forma, num show impecável. Rosa muito à vontade no palco, cercada de um time de músicos de primeira.

Eis que de repente ela mencionou o meu nome, soube que eu estava no teatro e me ofereceu uma rosa. Meu coração bateu forte e corri ao cantinho do palco para pegar a rosa mais singela que ganhei nos últimos tempos. Uma grande honra pra mim. Assisti ao final do show segurando aquela flor e totalmente agradecida pela oportunidade do encontro.

Depois, quando Rosa foi atender os fãs, entrei na fila e finalmente dei-lhe um abraço, pedi pra tirar foto, tive meus encartes autografados e tentei lhe falar o quanto eu a achava talentosa e dona de uma voz incrível. A gente sempre se atrapalha frente aos ídolos, claro. Rosa, eu sei conversar melhor do que naquele dia, viu? Que bom que você existe com esse seu cantar afinado e macio!

O mundo precisa de mais flores assim.

21 de março de 2008

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Sempre que chego numa cidade, além do show, tenho uma agenda bem apertada de atividades. Lá em Brasília não foi diferente. Mal consegui sair do hotel em três dias. Só fazendo entrevistas, fotos, pessoalmente ou por telefone, email… E quando saía era para mais entrevistas.

Eu gosto. Não reclamo, mas é sempre bom sobrar um tempinho para turismo, né?
Na última manhã… catamos a van da produção e fomos passear pela cidade porque nossa baterista, Mariá Portugal, não conhecia nada da Capital Federal.
De lá pra cá, daqui pra lá, tentamos tirar umas fotos…

Acontece que a luz de Brasília era tão intensa que nem mesmo após várias tentativas, salvou-se uma foto com cores normais.
Estas foram feitas em frente à Biblioteca Nacional e ao Museu Nacional com a exposição Niemeyer por Niemeyer (aliás, muito bacana!).

Parecia que estávamos numa explosão nuclear. Todas as fotos muito brancas!!

Mas dá pra ver a gente: eu, Mariá, Thiago e John.
Lulu ficou no hotel fumando seu cachimbo e vendo o lago Paranoá…

Fotos: Vitor Takai e Mariá Portugal

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Essa é aquela hora um pouco antes de entrar no palco, quando dá um friozinho na barriga e o coração bate mais rápido.

A série de shows em Brasília e a calorosa noite em Belo Horizonte me deixaram muito feliz – com a certeza de que o “sim” que disse ao Nelson Motta lá no fim de 2006 foi uma dos maiores acertos na minha carreira.

Ontem fizemos a gravação do Palco MPB, no teatro Rival que vai ao ar hoje às 16:00h, na MPB Fm. Mesmo horário da entrevista ao vivo que farei no Sem Censura, com Leda Nagle daqui a pouco na TVE.

Foto: Patrícia Tavares

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