Foto: Ricardo Koctus
Hoje, na TV Cultura, 23h10, a íntegra da premiação.
outubro 29, 2009
outubro 25, 2009

PRA CHAMAR SUA ATENÇÃO
Essa frase parece letra de música de alguém apaixonado querendo ser notado, não é? Mas é pra falar sobre um assunto sério com o qual tenho me envolvido recentemente. Há mais de ano recebi o material de uma ONG chamada AboutFace. Ela tem sede no Canadá desde 1985 e hoje também está no Brasil fazendo um trabalho importante para criar uma rede de compartilhamento de experiências sobre diferenças faciais, defeitos físicos adquiridos por doenças ou acidentes. Achei muito boa a iniciativa mas por causa de uma intensa rotina de trabalho, respondi que não conseguiria me envolver por inteiro para ajudá-los no ano passado. Para mim não basta apenas doar verba, colocar uma foto no site. Prefiro doar o meu tempo participando de ações, usando a visibilidade que minha carreira tem pra que mais gente se interesse e seja um agente positivo sobre o assunto.
Então depois desse primeiro contato em 2008, só agora estamos colocando em prática essa amizade. Se tudo der certo, em breve mais e mais gente estará envolvida nessa caminhada. Aqui na coluna várias vezes escrevi textos que despretensiosamente tocaram muita gente que se identificou com o assunto. Foram ideias que partiram de experiências minhas, pequeninas, mas enormes na vida de outras pessoas. Situações como ser ridicularizado por causa de sotaque, ter um nome engraçado, usar óculos de grau alto, não ser lá muito bonito, andar com dificuldade, ter gosto peculiar por roupas, ser pequeno demais ou muito grande. Ser muito branco, muito preto ou muito oriental. Muito magro ou muito gordo… Conheci gente que tem a cara torta, anda de rodinhas, não tem um braço ou uma mão. Alguns não falam, não escutam ou não enxergam, mas se comunicam bem com o mundo, são competentes na sua vida cotidiana. Trabalham, dão alegria a outras pessoas. São queridos e amados, enfim.
Aí vocês me perguntam: qual é o meu defeito que me faz sentir motivada a trabalhar para uma organização como a AboutFace? Talvez eu não tenha algo notável assim à primeira vista, mas tenho vários outros que por serem “invisíveis” fazem com que minha interface com o mundo seja mais suave do que aquelas pessoas que lidam diariamente com suas diferenças.
O público-alvo imediato da nossa campanha são jovens entre 10 a 15 anos. Curiosamente parece ser essa a faixa etária que mais olha estranho para o “não-semelhante”. Além disso, são os que mais praticam o bullying - provocações físicas ou psicológicas a outros colegas. Tudo muito gratuito e cruel, sem qualquer explicação a não ser um suposto “não fui com a sua cara porque você não é como eu”.
As crianças bem novinhas, são as que perguntam e se aproximam com mais naturalidade das pessoas que acham estranhas. Percebo isso até mesmo com minha filha que sem qualquer constrangimento perguntou pra um senhor: “Por que você tá sem perna e sem um montão de dedos?!”. Aí ele gentilmente resumiu sua história de vida e mostrou que mesmo sem tudo isso é ele que conserta os sapatos e bolsas de muita gente. Ela sorriu e disse: “Tá bem!”. Outro dia ela também traduziu de uma forma carinhosa a condição de uma amiga, quando eu tentava explicar pro garçon que precisava ir para outro restaurante – um que tivesse acessibilidade pra alguém que usa cadeira de rodas. Ela simplesmente falou: “Ela tem rodinhas. Não consegue passar aqui nessa escada, moço”. Minha amiga de rodinhas! Uma imagem mais simpática do que qualquer coisa que eu pudesse pensar.
Então para que jovens e adultos se tornem mais sensíveis ao mundo em que vivemos é que convocamos aqui o olhar mais carinhoso de todos.
Visitem:
http://www.aboutfacebrasil.org.br/saiba_mais.htm
Contato: beth.moura@aboutfacebrasil.org.br
Texto publicado em 29/09/2009 – Estado de Minas & Correio Braziliense
outubro 17, 2009

No ano passado recebi um telefonema de um moço que se chama Carlos Núñez. Ele falava com sotaque espanhol, mas eu podia compreender praticamente tudo o que estava dizendo. “Sou da Galícia, lá falamos assim mesmo não estou tentando falar meio português, meio galego…” . Ele estava no Brasil produzindo um álbum onde acentuava-se as afinidades entre nossos idiomas, musicalidade e artistas.
Ele não me conhecia direito e eu também a ele, mas tinha sido indicada por gente que considero muito boa – não vou dizer quem pra não ficar me exibindo : D – pra cantar uma das faixas. Disse que ia ouvir algumas de suas coisas na internet e que se houvesse alguma empatia, a gente podia marcar um encontro. Vi e ouvi várias coisas do Carlos e gostei dele. Estava num momento de correria incrível, mas conseguimos almoçar juntos no aeroporto de Congonhas uma tarde. Conversamos um pouco e combinamos que eu ouviria o material que ele queria que eu gravasse.
Já foi me dizendo que era um desafio, nunca tinha sido cantada dessa forma, era uma canção escrita originalmente para gaitas. Escrita por Rosalía de Castro (1837-1885), importante figura da literatura galega, “Alborada de Rosalía” tem uma letra enorme e exigiu de mim um tanto de cuidado pois Carlos queria que eu a cantasse em galego, com meu sotaque brasileiro mesmo. Ele veio ao nosso estúdio em Belo Horizonte e foi me dando algumas dicas enquanto eu gravava. Posso dizer que temi um pouco pela minha performance, tem que ter fôlego de nadador pra cantar… mas depois que o Alê Siqueira misturou tudo com seus arranjos, os teclados do Jeneci, vozes do Marcelo Pretto e um bocado de gente boa, ficou tudo bem bonito.
Quem puder adquirir um exemplar, tem um projeto gráfico incrível e muita informação. É um lançamento internacional da Sony Music. Mas tenho certeza de que conseguirão ouvir por aí. Ainda tem Lenine, The Chieftains, Adriana Calcanhotto, Luisa Maita, Dominguinhos e muito mais… Saiu uma crítica bacana num jornal argentino que vocês podem ler aqui.
A letra está aí embaixo:

outubro 9, 2009

Eu tava preparando a foto pra colocar aqui e vai o John e põe ali.
Mas tudo bem, faz sentido e tem outra “natureza” de postagem.
Eu ia dizer que a produção do camarim de Blumenau tinha sido tão cuidadosa que além de outros detalhes, tinha até feito um banheiro VIP pra mim.
Claro que Mariá e Aída, as outras meninas da minha turnê poderiam usar a minha portinha…
Mas Mariá nem tava lá. Foi um show trio…
De todo jeito vale a visita no site dos 665!
PS: tinha uma plaquinha caída no chão “Banda”, mas descolou…
; )
outubro 5, 2009

Fotos: John Ulhoa
Foto: Thiago? Mariá? Aída? Patrícia? Enfim…
outubro 2, 2009

Foto: Nino Andrés