Ei pessoal,
O Canal Brasil tem exibido o show Luz Negra na íntegra, assim como ele aparece no DVD. Sempre recebo muito retorno positivo sobre este documentário visual da turnê, o que me enche de alegria.
Daí me lembrei que existe um conteúdo escondido no DVD que ninguém deve ter visto até hoje. Acho que escondemos demais. Nos DVDs do Pato Fu costumamos colocar algo para os fãs com tendências investigativas, mas no site atual da banda na seção Vídeos, colocamos dois dos chamados easter eggs que pouca gente tinha visto: bastidores do Rock In Rio 3 e videoclipe alternativo da música Vida Diet, feito no Japão.
Aqui vai o mapa pra ver os erros de gravação do Luz Negra (foram poucos, mas o registro é bacana). Pra quem gostou de ver o show na TV, reforço que o DVD tem um bocado de coisinhas apetitosas como videoclipes e cenas de bastidores. Vamos ao que interessa:
- Vá até os Extras uma vez
-Volte ao Menu principal e volte ao Extras
-A foto vai mudar e 3 bolinhas aparecerão na tela
- Clique e voilà!
Sei que o post vai ficar grande, mas cabe aqui um adendo… Eu vez por outra cantava “Rehab” nos shows e comentava de maneira bem-humorada e carinhosa sobre a Amy. No conteúdo escondido menciono o nome dela. Eu realmente não imaginava que Amy fosse partir tão cedo, aos 27 anos, como vários outros ídolos. Pensei que esse tipo de lenda tivesse acabado e que nos dias de hoje, as pessoas conseguem “salvar-se” mais.
Não sinto mais vontade de cantar essa canção. Provavelmente não vou fazer isso outra vez. É diferente de cantar “Ben” que o Michael gravou e também se foi… não sei explicar direito. Só queria compartilhar aqui um texto que escrevi dois anos antes. E no fim ainda pude vê-la em São Paulo, torcendo pra que tudo desse certo ali no palco. Nunca sabemos o que se passa realmente com as pessoas públicas ou não. Quão complicada ou estereotipada uma situação pode ser, vista de longe. Deixo aqui o meu respeito por ela e sua música que será eterna.
VAMOS SALVAR AMY!
Publicado no jornal Estado de Minas em 18 de julho de 2008
Eu me lembro bem que há dois anos lia em todos os lugares que ela estava indicada como a maior revelação da música britânica dos últimos tempos. A princípio dei pouca atenção porque sempre existe um certo exagero, diria até necessidade, de renovar o panteão de ídolos ano após ano. Em toda matéria vinha o nome de Amy, com elogios rasgados. E foi assim até que ela passou dos jornais, revistas e internet para as rádios aqui no Brasil.
Quando ouvi duas canções em emissoras com perfil totalmente diferente (uma rádio adulta e outra jovem) e soube que eram da mesma pessoa, imediatamente fui à procura das músicas dela na internet. Gostei de uma. Gostei de duas. Gostei do disco inteiro. “Back To Black” é um clássico incontestável e era só seu segundo álbum. Vi clipes e acompanhei algumas entrevistas. Aí junto com a qualidade da música já vinham as notícias que ela tinha problemas… Sua vida afetiva era conturbada. Aqueles detalhes todos que acompanham alguém em evidência.
Amy com apenas seus vinte cinco anos canta muito e vende muito. É um grande negócio recheado de um talento ímpar. Não bastasse a sua voz, é uma compositora de mão cheia. E tem a habilidade de transformar seus problemas em canções muito fortes. Ela praticamente transporta seus diálogos da vida real para as músicas e manda recados aos amigos e inimigos.
Fiquei pensando que a gente está acostumado com a figura da morte precoce de jovens ícones do rock como Janis Joplin, Jim Morrison, Jimmy Hendrix. Uma história que se repete ao longo do tempo. Eles partiram cedo, embalados por uma mistura perigosa de substâncias ilícitas, superpoderes imaginários e descompensação emocional frente a avalanche de acontecimentos que se tornou sua vida cotidiana.
É triste ver uma pessoa como Amy Winehouse definhando em público. Com a quantidade de câmeras de bolso que se tem agora, as imagens desse astros são capturadas e propagadas em todos os momentos. A gente acompanha uma tragédia pessoal, tornada pública. O triunfo e o caos.
Já fizeram camisetas de “Save Amy” por aí. Se achar uma vou comprar. Sou fã da moça que teve bochechas um dia e agora está tão magrinha que parece que vai se quebrar quando cair do salto da próxima vez.
Por pouco não vi o show que ela fez no Rock In Rio Lisboa, pois me apresentei no mesmo festival. Não pude ir. Acompanhei pela internet a quase-apresentação dela. Sem voz, cambaleante e sem jeito, Amy estava num estado muito frágil. Naquela hora, em frente ao meu computador vendo trechos do concerto na internet, pensei que ela pode ir embora desta vida a qualquer momento. Por isso gostaria de deixar aqui o meu protesto: Amy, não se vá. E só você pode se salvar, aprendendo a gostar mais de você. Como a gente mesmo gosta.
Fernanda Takai
