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Para quem ouviu o disco Duetos que comemorou os 50 anos do Renato Russo, fica aqui como curiosidade a gravação de uma das opções de vocal que fiz há um ano.

Imagino que deva ser o tipo de material só pra fãs mesmo, um registro totalmente caseiro feito pelo John.

Como estamos em férias, tô dando uma geral e encontrando coisas assim…

Quem quiser mais, põe o dedo aqui.

:  D

A versão inteira pode ser escutada neste vídeo postado por alguém que gostou muito dessa versão em inglês de “O Cantador” (Dori Caymmi/Nelson Motta).

Ei pessoal,

O Canal Brasil tem exibido o show Luz Negra na íntegra, assim como ele aparece no DVD. Sempre recebo muito retorno positivo sobre este documentário visual da turnê, o que me enche de alegria.

Daí me lembrei que existe um conteúdo escondido no DVD que ninguém deve ter visto até hoje. Acho que escondemos demais. Nos DVDs do Pato Fu costumamos colocar algo para os fãs com tendências investigativas, mas no site atual da banda na seção Vídeos, colocamos dois dos chamados easter eggs que pouca gente tinha visto: bastidores do Rock In Rio 3 e videoclipe alternativo da música Vida Diet, feito no Japão.

Aqui vai o mapa pra ver os erros de gravação do Luz Negra (foram poucos, mas o registro é bacana). Pra quem gostou de ver o show na TV, reforço que o DVD tem um bocado de coisinhas apetitosas como videoclipes e cenas de bastidores. Vamos ao que interessa:

- Vá até os Extras uma vez

-Volte ao Menu principal e volte ao Extras

-A foto vai mudar e 3 bolinhas aparecerão na tela

- Clique e voilà!

Sei que o post vai ficar grande, mas cabe aqui um adendo… Eu vez por outra cantava “Rehab” nos shows e comentava de maneira bem-humorada e carinhosa sobre a Amy. No conteúdo escondido menciono o nome dela. Eu realmente não imaginava que Amy fosse partir tão cedo, aos 27 anos, como vários outros ídolos. Pensei que esse tipo de lenda tivesse acabado e que nos dias de hoje, as pessoas conseguem “salvar-se” mais.

Não sinto mais vontade de cantar essa canção. Provavelmente não vou fazer isso outra vez. É diferente de cantar “Ben” que o Michael gravou e também se foi… não sei explicar direito. Só queria compartilhar aqui um texto que escrevi dois anos antes. E no fim ainda pude vê-la em São Paulo, torcendo pra que tudo desse certo ali no palco. Nunca sabemos o que se passa realmente com as pessoas públicas ou não. Quão complicada ou estereotipada uma situação pode ser, vista de longe. Deixo aqui o meu respeito por ela e sua música que será eterna.

VAMOS SALVAR AMY!

Publicado no jornal Estado de Minas em 18 de julho de 2008

Eu me lembro bem que há dois anos lia em todos os lugares que ela estava indicada como a maior revelação da música britânica dos últimos tempos. A princípio dei pouca atenção porque sempre existe um certo exagero, diria até necessidade, de renovar o panteão de ídolos ano após ano. Em toda matéria vinha o nome de Amy, com elogios rasgados. E foi assim até que ela passou dos jornais, revistas e internet para as rádios aqui no Brasil.

Quando ouvi duas canções em emissoras com perfil totalmente diferente (uma rádio adulta e outra jovem) e soube que eram da mesma pessoa, imediatamente fui à procura das músicas dela na internet. Gostei de uma. Gostei de duas. Gostei do disco inteiro. “Back To Black” é um clássico incontestável e era só seu segundo álbum. Vi clipes e acompanhei algumas entrevistas. Aí junto com a qualidade da música já vinham as notícias que ela tinha problemas… Sua vida afetiva era conturbada. Aqueles detalhes todos que acompanham alguém em evidência.

Amy com apenas seus vinte cinco anos canta muito e vende muito. É um grande negócio recheado de um talento ímpar. Não bastasse a sua voz, é uma compositora de mão cheia. E tem a habilidade de transformar seus problemas em canções muito fortes. Ela praticamente transporta seus diálogos da vida real para as músicas e manda recados aos amigos e inimigos.

Fiquei pensando que a gente está acostumado com a figura da morte precoce de jovens ícones do rock como Janis Joplin, Jim Morrison, Jimmy Hendrix. Uma história que se repete ao longo do tempo. Eles partiram cedo, embalados por uma mistura perigosa de substâncias ilícitas, superpoderes imaginários e descompensação emocional frente a avalanche de acontecimentos que se tornou sua vida cotidiana.

É triste ver uma pessoa como Amy Winehouse definhando em público. Com a quantidade de câmeras de bolso que se tem agora, as imagens desse astros são capturadas e propagadas em todos os momentos. A gente acompanha uma tragédia pessoal, tornada pública. O triunfo e o caos.

Já fizeram camisetas de “Save Amy” por aí. Se achar uma vou comprar. Sou fã da moça que teve bochechas um dia e agora está tão magrinha que parece que vai se quebrar quando cair do salto da próxima vez.

Por pouco não vi o show que ela fez no Rock In Rio Lisboa, pois me apresentei no mesmo festival. Não pude ir. Acompanhei pela internet a quase-apresentação dela. Sem voz, cambaleante e sem jeito, Amy estava num estado muito frágil. Naquela hora, em frente ao meu computador vendo trechos do concerto na internet, pensei que ela pode ir embora desta vida a qualquer momento. Por isso gostaria de deixar aqui o meu protesto: Amy, não se vá. E só você pode se salvar, aprendendo a gostar mais de você. Como a gente mesmo gosta.

Fernanda Takai


Além disso, na premiação Latina estamos concorrendo ao  

Já ganhamos prêmio este ano com o “Música de Brinquedo” em categoria adulta, então parece que o negócio é mesmo colocá-lo em todas as prateleiras – desde que sejam de boa música e sempre bem acompanhados…

Ah! O show da turnê que deu origem ao DVD é finalista também ao  

Aceitamos torcida a favor!!!

O “Música de Brinquedo” DVD/CD ao vivo já pode ser encomendado/ encontrado nas melhores lojas do ramo!

Eu acho que é um bom presente pra quem viu o show ou mesmo para aqueles que nem tomaram conhecimento dessa empreitada com os brinquedos, bonecos e miniaturas… Fica aqui uma modesta sugestão.

:  )

Projeto Gráfico: Sandra Hiromoto

Orelha: Laerte

“’A mulher que não queria acreditar’ reúne histórias que representam todos os lados da escritora. Há aquelas nas quais o assunto do dia a dia ou um acontecimento banal convocam o leitor a prestar atenção nas coisas simples, na melhor tradição da boa crônica brasileira. Em outros momentos, surgem contos, ficções construídas sem tempo a perder, que vão diretamente ao ponto, revelando um personagem interessante, uma situação inusitada ou um caso engraçado. Por vezes, quem conta o conto e aumenta um ponto é um bicho, até mesmo um bicho de pelúcia. E há os momentos em que Fernanda fala de sua vida, da artista que é mulher, filha, amiga e mãe. [...] O mistério da literatura está exa­tamente nesse equilíbrio entre saber dosar o que é pessoal e o que é humano. Quando a escritora fala de si, percebemos que nosso sentimento é tocado.  Fernanda Takai não é apenas uma pessoa que tem o que dizer. Ela sabe como fazer isso. E de várias maneiras.”

Do prefácio de João Paulo, jornalista do Estado de Minas

Editora Panda Books

Foto: Gabi Lima

Estivemos juntos nos palcos do CCBB Brasília e São Paulo participando do projeto Soy Loco Por Tí América. Já estamos com saudades de todos que fizeram parte desses shows. Pato Fu e Aterciopelados (Colômbia) tem feito coisas à distância mas foi a primeira vez ao vivo, tocando e cantando músicas preferidas um do outro. Paulinho Moska foi o mestre de cerimônias mais do que entusiasmado.

Foto: Gabi Lima

John esteve apenas num dos shows em BSB pois tem estado ocupado mixando o DVD “Música de Brinquedo” do Pato Fu. Todos sentiram falta da guitarra nos dias seguintes…  :  )

Foto: Gabi Lima

Foi uma experiência incrível estar perto desses artistas e misturar um pouquinho de nossa arte em português e espanhol. O projeto segue com outros encontros saiba mais aqui.

Ah! E o Pato Fu acaba de ganhar o prêmio de  Melhor Álbum no 22 o. Prêmio da Música Brasileira com o CD “Música de Brinquedo”. Viva!Foto: John Ulhoa

 

Ah, uma amiga me mandou a foto de uma avaliação do primeiro ano do ensino fundamental de um colégio de Belo Horizonte e eu fiquei toda orgulhosa… achei tão singelo ser importante assim, pra gente pequenina aqui do estado de Minas Gerais.

Foto: divulgação

Fui convidada pela Disney para gravar dois temas do novo filme que estreia em julho, Winnie The Pooh.

“O Bosque dos Cem Acres” e “Uma Coisa Muito Importante Pra Fazer” são as canções que ganharam versão em português. As originais em inglês são maravilhosamente interpretadas por Zooey Deschanel.

Estão todos convidados! O filme é muito bonito, em animação clássica, tive o privilégio de ver antes…

E ter a voz num desenho tão fofinho e histórico me deixou bem feliz!
:  )

Acostumada a muitas horas na estrada ou no ar, acho que bati o meu próprio recorde ao ficar 36 horas entre um destino e outro. Estava a trabalho com meus amigos músicos, voltando de cinco apresentações na Oceania com direção à Argentina, onde haveria mais um show. Quando uma viagem tão longa assim é feita, claro que a lucidez é quase perdida e todas as possibilidades de passatempo são usadas à exaustão.

Acordados desde as 3h da manhã, já tendo viajado um trecho doméstico na Nova Zelândia, teríamos pela frente uma espera de pelo menos seis horas em Auckland pela conexão internacional. E ainda teríamos que despachar de novo todas as nossas malas e equipamentos. Acabamos conhecendo cada canto do aeroporto. Tomamos vários cafés, de todos os tamanhos e misturas. Muffins de todos os sabores. Chegamos até a passear no ônibus circular grátis entre os terminais em busca de outras comidinhas. Tornamo-nos adeptos do very slow food. Respondemos a e-mails atrasados, tentamos algum contato com amigos via internet, mas o fuso de 15 horas deixava tudo mais complicado. Livros, revistas, joguinhos eletrônicos. E quando chegou a hora prevista para despachar as bagagens, surpresa! Confesso que não acreditei em meus olhos, chamei meus amigos e pedi que eles mesmos lessem o que aparecia no painel eletrônico.

Como se fosse uma boa notícia, eles simplesmente escreveram em caixa alta NEW TIME! Isso era o jeito meigo de nos comunicarem o atraso de pelo menos seis horas do voo. O problema é que já havia um bocado de passageiros bem conformados, sentados com mochilas no chão da fila, assim com cara de tudo bem, tô ouvindo o meu som…. Fomos falar com o pessoal da companhia e nada. Sorry pra lá e pra cá. Ainda tínhamos uma conexão em Santiago, e com certeza não ia dar tempo. Pra piorar, não sabiam em que horário poderíamos embarcar para o destino final. E se a gente não pedisse, a mocinha do balcão nem daria o voucher com o valor bem abaixo do que seria uma refeição decente. Tinha também cartão telefônico internacional. Mas eles não oferecem, claro. Era preciso saber da existência dele e pedir. E não davam um pra cada. Era um pra cada grupo de pessoas.

Um de nós acabou entrando numa lojinha pra turistas e comprou um baralho bem típico, assim dizendo. Procuramos um cantinho perto de uma lanchonete e partimos pro carteado, pedindo mais café a cada hora pro supervisor não achar ruim que ocupássemos aquele lugar sem consumir nada. Mais vida em câmera lenta. Incrível como até quem não liga pra jogo de cartas acaba entrando no espírito única opção coletiva e começa até a vibrar. O meu caso. E ainda fiquei responsável pela anotação dos pontos, que encheram as páginas do meu caderninho de bolso.

Foto: John Ulhoa

De repente, uma moça da segurança veio preocupada perguntar se uma mochila aparentemente abandonada numa das mesas ao lado era nossa. Estava observando-a há alguns minutos e ninguém parecia cuidar dela. Alguém do nosso grupo disse ter visto a dona sim, devia ter ido ao banheiro. Logo a mocinha queria que déssemos a descrição completa da suspeita. Ninguém lembrava direito, mas como ela insistiu falamos genericamente: loira, com uma blusa verde… A segurança ficou plantada ao lado da mochila até que apareceu um mulher morena de blusa azul que tomou um pito dela. Nunca mais deixe suas coisas assim. Poderia ter sido levado para incineração. A mulher, que parecia bem avoada, sorriu e disse apenas oh, yeah!.

Hora de comer de novo. Mais banheiro. Voltinhas pra lá e pra cá outra vez… Sono. Dor nas costas. Enfado. E finalmente, embarque! Ainda comentei que mesmo assim eu estava feliz porque ninguém tinha brigado durante as etapas mais difíceis da viagem. Foi quando meu amigo falou: Ah, cala a boca!. Engoli seco. Era uma piadinha dele pra incitar uma briguinha boba de mentira. Ele logo percebeu que fiquei surpresa e me pediu desculpas.

Depois de 12 horas, chegamos a Santiago e creiam: não havia lugar para todos na conexão para Buenos Aires. Um de nós teve que esperar o embarque ser finalizado pra ver se havia alguma desistência. Dedos cruzados. Houve. Ufa! Bem, chegamos vivos depois de tudo isso para um show na capital portenha. E na sequência voltamos para duas apresentações em Belo Horizonte. Perdemos completamente a noção do fuso horário. Sem tempo para jetlag.

Pensando bem, essa nossa viagem nunca acaba mesmo…

Foto: John Ulhoa

Publicado no jornal Estado de Minas, 03/05/11

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