O TOM DA TAKAI

Fernanda Takai apresenta show do seu novo disco O Tom da Takai, acompanhada por Thiago Delegado (violão e guitarra), Adriano Souza (piano e teclados), Diego Mancini (baixo) e Caio Plinio (bateria).

O show apresenta todo o repertório do álbum, com 13 pérolas pouco conhecidas de Antônio Carlos Jobim, como Aula de Matemática e Ai Quem Me Dera, além de algumas surpresas. Metade das músicas do novo disco foi produzida por Roberto Menescal (arranjos, violão, guitarra, voz e vocais) e a outra metade por Marcos Valle (arranjos, piano, Rhodes, órgão, synth, voz e vocais).

EM SOCORRO DESSAS MARAVILHAS
Por Ruy Castro

Um dia, rapazes e moças ouviram canções diferentes, modernas, inesperadas — cheias de bossa no jeito de fazer música, de dizer coisas, de expressar emoções. De quem eram? Como se fazia? O que era aquilo? Um nome se repetia no selo dos discos: Antonio Carlos Jobim.

Isso foi em fins dos anos 50. Ponha-se agora no lugar daqueles rapazes e moças. Eles nem sonhavam, mas, ao ouvir essas canções, estavam assistindo ao nascer de um novo dia na música popular — um dia como nenhum outro e que, sabemos hoje, nunca iria terminar. O dia em que nascia a Bossa Nova.

Este disco reproduz a época mágica em que toda uma geração pareceu despertar para a beleza. Aqui estão algumas das primeiras canções de Tom que aquela turma teve a felicidade de conhecer. Canções que, por Tom ter produzido tantas obras-primas pelo resto da vida, foram ficando para trás, quase esquecidas — “Olha pro céu”, “Aula de matemática”, “Outra vez”, “Ai quem me dera”, “Brigas nunca mais” e tantas outras.

Esquecidas? Não mais. O Tom da Takai, com Fernanda Takai, e a produção e arranjos de Roberto Menescal e Marcos Valle, veio em socorro dessas maravilhas, garimpadas pelos três. Faixa após faixa, ela nos traz de volta um Tom que era urgente recuperar — o Tom jovem, de cerca de 30 anos e ainda inconsciente de sua vocação para a eternidade.

Fernanda garante a eternidade desse repertório e, com sua leveza e juventude, faz dele nosso contemporâneo — pequenas grandes canções para tocar no rádio e, quem sabe, despertar uma nova geração.

Ruy Castro é autor de “Chega de Saudade – A história e as histórias da Bossa Nova” e “A onda que se ergueu do mar – Novíssimos mergulhos na Bossa Nova” [Companhia das Letras].


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